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10/09/2014

Investimentos globais em projetos de resíduos sólidos já somam US$ 100 bi

O mercado de resíduos sólidos movimentou R$ 24,2 bilhões em 2013 em todo o Brasil. A previsão é que esse volume dobre em cinco anos, abrindo imensas oportunidades de negócios para cooperativas e pequenos empresários, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). "O Brasil possui empresas com tecnologia suficiente e a mão de obra necessária para o serviço, mas falta comprometimento do setor público para realizar projetos de incentivo", diz o presidente da entidade, Carlos Silva Filho.

Um dos maiores problemas é a falta de cumprimento das metas do Programa Nacional de Resíduos Sólidos, que deveria ter sido concluído até agosto.

Mesmo com aumento de investimentos - neste ano foram contabilizado US$ 100 bilhões em projetos direcionados ao setor no mundo inteiro e o Brasil representa apenas 2,8% dessas iniciativa -, o volume de lixo urbano gerado supera a capacidade de coleta e tratamento.

Alguns locais como a União Europeia e os Estados Unidos já avançaram em suas iniciativas em soluções efetivas de coleta, respondendo por 32,8% e 19,1%, respectivamente dos projetos globais. Já a China está entre os que estão em busca de soluções para os resíduos, com participação 8,4%. Por isso, torna-se necessário a regulamentação do setor informal.

Legislação

O segmento informal, em todo o mundo, abrange mais de 20 milhões de colaboradores e movimenta entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões por ano. De acordo com especialistas, a melhor saída para formalização deste mercado é o investimento em infraestrutura de cooperativas e pequenas empresas do setor.

Para o antigo presidente da International Solid Waste Association (Iswa), Jeff Cooper, a solução passa por uma transformação nos últimos anos. A princípio, foram criadas legislações que pudessem combater a informalidade. Mas estas experiências foram consideradas malsucedidas pelo fato de ter gerado desemprego e diminuído a quantidade de resíduos urbanos coletados.

"Os valores da sociedade de consumo são insustentáveis e a produção de lixo está cada vez maior. É necessário que os governos criem legislações adequadas em seus países para conseguir abraçar o setor informal, porque muitas vezes a estrutura formal não dá conta de todo o lixo produzido", explica Cooper.

Ainda segundo o executivo, o debate sobre aproveitamento de resíduos é mundial. Antes, os catadores eram comuns em países que ainda estão em processo de desenvolvimento. Mas, com a recessão econômica no mundo, este número começou a aumentar também em países desenvolvidos.

"A pobreza é o principal fator que atrai pessoas para o setor. No entanto, se o governo de cada país realizar um projeto de capacitação e incentivar o financiamento de infraestrutura de modelos de negócio do setor é possível ajudar essa parcela da população", analisa.

O especialista da consultoria Ricardo AEA, David Lerpiniere, acredita que os gastos reservados para a coleta de resíduos são muito baixos. É necessário um direcionamento melhor da arrecadação da população, pois a média per capita chega a US$ 0,58, enquanto outros setores atingem cinco vezes mais o número. "É necessário repensar a finalidade dos investimentos e possibilitar e gerenciar, de forma apropriada, a formalização para facilitar, e não dificultar ainda mais, a transição", afirma Lerpiniere.

São Paulo

A capital paulista produz em média 20 mil toneladas de resíduos domésticos por dia, dos quais apenas 11 mil toneladas são coletadas e 1,8% é reciclado. A previsão é que este valor aumente para 10% até 2016. Para isso, o plano de coleta seletiva será implementado em todas as ruas e distritos da cidade e deverá contar com a participação de cooperativas e catadores de lixo. No estado, a iniciativa se dará mediante ao Plano Estadual de Gestão de Resíduos, que será lançado em setembro, segundo o secretário estadual do meio ambiente, Rubens Naman Rizek.

 

Vivian Ito

Disponível em: http://www.dci.com.br/servicos/investimentos-globais-em-projetos-de-residuos-solidos-ja-somam-us$-100-bi-id414287.html

 

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